Archive for the 'Zuniversitas' Category

fev 26 2008

Despedida de Fidel

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fidel1.jpg   Neste mês de fevereiro, despediu-se da cena política mundial, pelo menos oficialmente, o maior líder vivo do mundo, nas palavras do Presidente Lula, com as quais eu concordo.

Para marcar este momento, trago aqui a carta de despedida de Fidel, o reconhecimento mútuo dele e de Niemeyer e uma frase que ouvi numa entrevista dada à CBN por Fernando Moraes, autor de “A Ilha”.

Começando ‘de trás pra frente’: em 1999 quando Fernando Moraes foi a cuba cobrir a visita do Papa àquela ilha, encontrou um imenso outdoor no Aeroporto de Havana dizendo assim:

“200 MILHÕES DE CRIANÇAS VÃO DORMIR HOJE NAS RUAS,

 NENHUMA DELAS É CUBANA!”

A seguir Niemeyer:

Oscar Niemeyer se emocionou hoje com a carta de renúncia do amigo Fidel Castro. Primeiro por ter sido citado no trecho em que o presidente cubano diz que pensa “como Niemeyer que é preciso ser conseqüente até o final”

.…  “Meu neto ficou profundamente emocionado vendo a tristeza que cobre o povo cubano. Mas ao mesmo tempo disse que os cubanos permanecem unidos, de mãos dadas, prontos para enfrentar o grande inimigo, os Estados Unidos”, disse. Aos 100 anos, socialista desde a juventude, Niemeyer disse que Fidel Castro é o grande líder da América Latina. “Eu sempre segui a mesma ideologia que ele. Mesmo deixando o governo, ele vai continuar orientando o povo cubano. É um homem inteligente, decidido.” Niemeyer ficou feliz de ter sido citado nos termos em que Fidel fez. “Ele foi generoso em me citar. Concordo com a frase. O ser humano é tão insignificante. É preciso ser coerente até o final da vida”, afirmou. Niemeyer nunca foi a Cuba porque morre de medo de avião. Mas Fidel já visitou o escritório do arquiteto em Copacabana, no Rio de Janeiro. A pedido de Fidel, Niemeyer projetou uma escultura para ficar em Havana, uma praça para colocar a escultura e, por último, um teatro para a praça. Niemeyer fez tudo de graça. 
 

E por fim a Carta de Despedida, clicando a seguir

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fev 13 2008

Ainda os ecos do Carnaval

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No mesmo ”rumo da prosa” do post  Gregório e o juiz porreta, de 15 de janeiro, e também lembrando outro, o Engenheiros, médicos e… advogados, de 01 de fevereiro, coloco este, do Língua Brasil, intitulado “DO CARNAVAL NO SAMBA DO CONCURSO DOIDO”. 

Sempre que estudava Português, notadamente Gramática, os professores falavam de uma tal norma culta e eu sempre me perguntava: culta vem de cultura, então cultura de quem cara pálida ? Fico a um só tempo surpreso e feliz ao ver uma profissional da área concordando comigo, finalmente…

          Vamos então ao texto:

“Sendo carnaval, acho oportuno abordar um aspecto de vestibulares e concursos para preenchimento de cargos públicos. Trata-se da prova de português, também uma folia, mas sem confetes e serpentinas. Ao passar os olhos sobre os testes de alguns concursos e “simulados”, concluo que ainda há pouco a comemorar, pois alguns deles põem o candidato contra a parede com frases tão fora da realidade quanto o título desta coluna.

é louvável que a primeira eliminatória dos concursos públicos inclua questões de português. Seu mérito é justamente este: levar o pessoal a “correr atrás do prejuízo”. E haja apostilas e matrículas em cursos preparatórios!

Alguns concursos partem direto para  redação, ótimo (aí o problema pode ser a correção delas, mas nada é perfeito…). Outros começam com provas objetivas, que nem sempre avaliam o conhecimento do candidato; isso depende muito da maneira como se fazem as questões e que tipo de questão é feita. Pode se beneficiar mais aquele que conhece os macetes de marcar cruzinhas, eliminar isso e aquilo, fazer somas, do que o candidato que redige bem, tem bom vocabulário, mas desconhece a “psicologia” da prova objetiva ou a tendência (para não dizer o humor) de quem a elaborou.

Espera-se de um procurador ou juiz que conheça a língua nativa de modo a redigir com coerência, clareza e correção seus pareceres, sentenças, petições, acórdãos. E é importantíssimo que ele saiba consultar dicionários e livros para solucionar dúvidas. Mas na hora do “vamos ver”, esse pobre advogado tem que saber, sob pena de reprovação:

- que o plural de puxa-puxa, pele-vermelha e puro-sangue é puxa(s)-puxas (puxa vida!), peles-vermelhas e puros-sangues;

- que são todas frases “ERRADAS”: Estados Unidos atacam Afeganistão. Fiquem alertas! João namora com Maria. Não me simpatizei com ela. Aqui se come, se bebe e se é feliz. Sua atitude implicará em demissão (1). Deu nove horas no relógio da praça (2). Esqueci de seu nome;

- que na língua nativa as frases boas (“assinale a frase CORRETA”) são escritas assim: Fi-las com a dedicação de um monge. Nunca me esqueceram seus olhares marotos (3). Meus projetos, nunca lhos mostrarei. A elas, não lho entregarei (4). O senador favorável à nossa causa assiste em Brasília. Entrada é proibido (5). Dá-lo-ia, mandá-la-á…

Comentários:

(1) Temos que parar de ser implicantes com “implicar em”; felizmente bons vestibulares já não estão insistindo na regência deste verbo.

(2) Quanta história! Já em 1654, D. Francisco Manuel de Melo escreveu em “Relógios Falantes”: “Não dera ainda nove horas, que é taxa de todo cativeiro do matrimônio”.

(3) Que frase marota: os olhares não me esqueceram ou eu é que não esqueço tais olhares?? Com essa estrutura frasal, fiquei confusa! E ainda descubro que o filme “Esqueceram de mim” deveria se chamar “Esqueceram-se de mim”. Ora, se érico Verissimo, Mário de Andrade, Jorge Amado, José Lins do Rego e Clarice Lispector usaram “esquecer de” (sem o pronome oblíquo), por que nós, simples mortais, não temos esse direito?

(4) Afinal, o concurso é para trabalhar no Brasil ou em Portugal? Pois lá é que se usam os pronomes mo, ma, lho, lha…

(5) Qualquer pessoa normal que quiser afixar placa de interdição saberá escrever: PROIBIDO ENTRAR ou Entrada proibida ou é PROIBIDA A ENTRADA ou até mesmo Proibido entrada, mas nunca usará a opção sugerida no teste.

Gosto de gramática, prezo sua utilidade e defendo seu ensino. Porém há um evidente exagero nisso tudo. Não se pode ficar cobrando regras quando são inócuas ou polêmicas. Essa coisinha de exceção e de “pegadinha” só faz afastar as pessoas do estudo de português, criando nelas ojeriza ao idioma.

Até pode ser interessante saber que “informar e inflamável apresentam prefixos de mesmo significado” (in, “para dentro”) e que “amarelar, infelizmente e apedrejar não são formadas pelo mesmo processo”, pois na 1ª temos derivação sufixal, na 2ª derivação prefixal e sufixal e na 3ª uma parassíntese, mas se o candidato não tiver memória para decorar tudo isso, danou-se!”

* Maria Tereza de Queiroz Piacentini Diretora do Instituto Euclides da Cunha

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fev 11 2008

Campus party Brasil, ou a ‘Woodstock dos nerds’

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campus_party_brasil.jpg

De hoje a domingo em São Paulo (Bienal):

  •  3000 jovens reunidos com notebooks e desktops
  • conectados a 5 gigabits por segundo
  • estrutura para 3000 computadores ligados simultaneamente
  • 24 geradores, 21 chuveiros
  • patrocínio da Telefônica
  • 10 setores: astronomia, blog, criação artística, desenvolvimento de software, games, tunagem de PCs, música, robótica, simuladores e software livre
  • 220 palestras sobre: blog, software livre, inclusão digital, TV digital, … 

ou seja, um verdadeiro Worstock Cibernético !

veja mais no blog oficial do evento: http://www.campus-party.com.br//blogoficial/

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fev 09 2008

Mídia, lavagem cerebral e Educação

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Esta apresentação é composta de 142 slides, uma tijolada… na nossa consciência.

É sempre assim quando vemos/lemos algo mais profundo sobre mídia, em especial a TV, e Educação. Vale a pena ver até o fim.

Como motivação, pincei do arquivo três citações de escritores que dispensam qualquer comentário do autor deste blog:

I – “Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando, como um cruzado, pelas causas que comovem: a salvação dos índios, a escolarização das crianças… Na verdade, somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que venceram nessas batalhas”.

Darcy Ribeiro (“O poeta da educação”)

II -  “Nada é para sempre, dizemos, mas há momentos que parecem ficar suspensos, pairando sobre o fluir inexorável do tempo.”

José Saramago

III - ”Só teremos um país de verdade no dia em que gastarmos mais com escolas do que com televisão, isto é, no dia em que gastarmos mais com a educação do que com a falta de educação.”

Millor Fernandes

 [slideshare id=258537&doc=mdia-120251417264814-5&w=425]

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fev 01 2008

Engenheiros, médicos e… advogados

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Para reflexão, posto nesta Zuiversitas o texto Por que há tantos engenheiros na Al-Qaeda?, enviado por um amigo e originado do blog do Pedro Dória http://www.pedrodoria.com.br/.

Este mesmo amigo, que também é advogado, fez o seguinte comentário: “Creio que a ‘pesquisa’ teria resultados diversos aqui na Pindorama, porque o meio jurídico é farto em reacionários“, o que me remonta a outro post que coloquei neste espaço sobre a sentença proferida por um Juiz de Direito do interior da Bahia: http://joserosafilho.wordpress.com/2008/01/15/gregorio-e-o-juiz-porreta-from-daniel-souza/.

A despeito da polêmica que o assunto desperta, e sempre com o cuidado que devemos ter com as generalizações, o texto é interessante.

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jan 30 2008

Ilha das Flores (partes 1 e 2)

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Posto aqui o filme Ilha das Flores, o cenário é Porto Alegre/RS. O filme está dividido em duas partes.

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jan 28 2008

Ecos de tempos perturbadores

chomsky.jpgEm homenagem aos acontecimentos ocorridos em 1968, que muitos dizem ainda não terem terminado e que se tornaram livros, como o famoso 1968-O ano que não terminou de Zuenir Ventura, o jornal O Globo publica uma série de reportagens, numa das quais encontra-se uma entrevista com Noam Chomsky, um dos maiores pensadores de esquerda em atividade no mundo, no caderno Especial de ontem.

Abaixo dois trechos para reflexão sobre assuntos sempre recorrentes neste blog, religião e educação-intelectualidade:

Quais são as consequências da politização da religião hoje, especialmente nos EUA ?

CHOMSKY: … Mais assustadora é a possibilidade de que pessoas como Bush, realmente acreditem no que dizem. Imagine a reação de um marciano racional vendo a Terra e assistindo ao espetáculo de um perigoso confronto entre dois extremistas, um dos quais está esperando a volta de Jesus, o outro o do 12º imã. As espécies podem ter a sorte de sobreviver quando o país mais rico e poderoso da História for varrido pelo fundamentalismo religioso extremista.

Quem são e como definir um intelectual de esquerda hoje ?

CHOMSKY: Não levo muito a sério o termo ‘intelectual’. Algumas das pessoas mais educadas, sofisticadas e astutas que conheçi tiveram pouca educação formal. … Os intelectuais de esquerda, pelo menos os que merecem ser levados a sério, têm as mesmas preocupações do passado: analisar criticamente sistemas de poder e dominação, e usar seu privilégio para contribuir com movimentos populares que buscam superar a autoridade ilegítima, e estender a esfera da liberdade e da justiça.

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jan 25 2008

A força do pensamento (Dráuzio Varella)

Mais uma vez posto neste espaço um texto do Dr. Dráuzio Varella. Desta vez optei por publicar em duas seções simultâneas, ”Espaço ecumênico” e “Zuniversitas”, porque tem tudo a ver com crença e ciência.

Trata-se de um artigo publicado na Folha de São Paulo, em 09 de junho de 2007.

“A montanha ir até Maomé é tão improvável quanto o Everest surgir na minha janela”

Veja este e outros artigos do mesmo autor em: http://drauziovarella.ig.com.br/artigos/artigos_indice.asp 

Bom proveito !

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jan 23 2008

Estamos vivendo na MATRIX ?‏

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matrix.jpgSeguem dois textos para reflexão sobre um tema bastante polêmico que nos remonta ao filme Matrix e a uma pergunta inquietante: estamos vivendo num mundo virtual, como sugere aquele filme ?

O primeiro texto, “NÓS ESTAMOS VIVENDO NA MATRIX”, é de 21/janeiro, saiu no Globo Infotec e tem como autor André Machado. Trata de uma tese do cientista Brian Whitworth da Nova Zelândia que preconiza que se o Universo, todo ele, fosse virtual, todas as questões físicas atualmente sem solução ou conexão seriam explicadas.

O segundo texto, “VIVENDO NA MATRIX”, ou ‘nossas vidas controladas do sofá de alguém’, encontrei no site http://rbaba.wordpress.com/2007/08/20/vivendo-na-matrix/, é de autoria de John Tierney, colunista do The New York Times, datado de 14/agosto. Trata do mesmo tema, porém com as idéias do filósofo de Oxford de ’nome estranho’ para quem é da língua portuguesa do Brasil: Nick Bostrom (site: http://www.nickbostrom.com/). Suas idéias são um pouco mais radicais, se isso for possível, propõe que estamos vivendo num mundo simulado e também nos faz lembrar do SecondLife.

Game over ! Over ?

  

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jan 15 2008

Gregório e o juiz porreta (from Daniel Souza)

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Segue aqui uma sentença inusitada do Juiz de Direito Genivaldo Alves Neiva, de Conceição do Coité/BA .

Nos meus tempos de Olimpo* me bati muito com isso, infelizmente quase de forma solitária.
Depois de percorrer academicamente, e também profissionalmente, alguns campos ‘do saber’ (na verdade do querer saber), alguns tão aparentemente díspares quanto a Matemática e o Direito, as Ciências Físicas e Biológicas e a Informática (hoje TIC), a Engenharia e a Administração, percebi que cada um deles possui um ‘conjunto léxico próprio’, mas percebi também que muitos que militam sectariamente em cada área ‘destes saberes’, na verdade usam cada uma daquelas linguagens para esconder a própria ignorância e miopia holística, quando não conseguem enxergar que cada campo do conhecimento nada mais é que uma fatia do todo que é a vida !

Sentenças semelhantes a esta saíram e ainda saem da pena de magistrados que explícita ou implicitamente participam ou participaram do movimento “Direito Alternativo”. Postarei oportunamente neste espaço, a Zuniversitas, outras tantas, ainda na perseguição de um dos temas deste blog, a Educação.

como era conhecida, nos meus tempos, a boca -nem sempre - miúda, a Faculdade de Direito da UNB, a morada dos deuses, infelizmente vários dos professores, a maioria autoridades do poder judiciário, acreditavam-se semi-deuses, e o que é bem pior, os colegas, sem um mínimo de senso crítico, não conseguiam enxergar que eles eram também mortais, assim como nós.

* Olimpo 

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